quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rolê no supermercado

Agora inventei essa de comer bem, de 3 em 3 horas... faz diferença pra saúde e quem já ficou com aquele aventalzinho na UTI, quer ficar bem longe de hospital. Mas comer bem tem suas curvas, seus obstáculos, suas vias-sacras... como ir ao mercado.

Qualquer dia de semana depois do expediente é ruim de ir. Sábado e domingo então... só por decreto ou geladeira vazia. Para evitar tumultos, já cheguei ir ao mercado oito da manhã. Além de mim, só tinham minhas remelas, os funcionários e os velhinhos. Uma velharada que já não existiam mais filas preferenciais. É o melhor horário, mas nem sempre dá para ir de manhã.

Na maioria das vezes, você vai no horário que os outros também vão. E um supermercado com muita gente gera conflitos, trânsito de carrinhos, disputa pelo melhor frango, criança chorando... é um inferno com gôndolas.

Geralmente, eu faço compras com fone de ouvindo e esquecendo o pagamento de promessa ao meu redor, mas não tem como não reparar nas pessoas. Pessoas de todos os jeitos, todas as raças, classes, preferências, níveis de educação...

Na fila nos frios, fui chegando pra pegar meu lugarzinho no final, mas... haaaa! uma tiazinha de uns 40 anos (parecendo uma mortadela de tão redonda) percebeu a minha chegada e correu só pra pegar o lugar e ficar na minha frente. Eu lógico que penso "Fodeeeeu! Vai acabar tudo antes de mim".

E dá aquela vontadezinha de perguntar "Minha senhora, com todo o respeito, acho que você pode tirar uma dúvida que eu tenho: você é idiota?", mas além de corredora dos 3 metros rasos no supermercado, ela tinha cara de barraqueira. Já pensou um barraco com uma tiazinha quarentona de formato de uma mortadela? É melhor esperar na fila olhando ela recuperar o fôlego.

Se tem gente que é ligeira, tem gente que não tem pressa nenhuma. Eu estava esperando pacientemente um senhor na sessão de bananas acabar de escolher as bananas pra ele. Ele pegava um cacho, olhava e devolvia. Pegava outro, olhava, girava e devolvia. E eu ali esperando o expert das bananas. Ele escolhia tanto que eu pensei que ele estava comprando um carro usado. Até que passei por isso sem problemas. O Mister Banana vacilou, peguei um cacho pra mim e pronto.

Ufa! Um pouco de tranquilidade na sessão dos iogurtes e... "Mãããããeee, quero aqueleeee.. .buááááá". Não dá. A matemática diz "Vinícius + Criança chorona = perder o dia". Eu tenho uma teoria que, se você não pode bater mais nas crianças, você tem que bater nos pais. Pô! Dá um jeito aí. Foi bacana fazer criancinha, mas segurar a bucha ninguém quer.

E que raio de programa romântico é esse no supermercado? Algumas vão até de salto, ficam de beijinhos e mimos com seus cônjuges no corredor dos legumes... É algum tipo de tara e eu tô de desatualizado? Nem pro locutor das ofertas cantar "Love is in air..."

O locutor que se acha o Lombardi com o talento de fazer piadinhas de Silvio Santos: "A senhora vai levar a cafeteira e vai se arrepender... porque só levo um. oeee". Eu entendo o trabalho dele, mas enche o saco. Você escolhendo as maçãs todo concentrado e o cara interfere no seu canal de pensamento falando "Café Pilão apenas R$5,99. Aproveite minha senhora..."

No caixa, eu já aprendi a olhar a atendente e o cliente. Você pode ver uma atendente super rápida, mas se estiver com uma senhora de idade com uma bolsinha de moedas, vá pra outro. Nada contra velhinhos, mas a velocidade é outra mesmo.

É raro alguém ajudar a colocar os produtos nas sacolinhas, mas esses ajudantes sempre esperam uma gorjeta. Parecem flanelinhas. Fique esperto!

Apesar de tudo, ainda vale a pena ir ao supermercado escolher, ver as novidades... principalmente se você gosta de comer, só pensa em comer, come fazendo comentários "Nossa! Muito gostoso!"... Ih! eu tenho espírito de gordinho. Ôôô, Canário!

Nenhum comentário:

Postar um comentário