sábado, 17 de dezembro de 2011

Curiosidade não mata

Ser curioso nem sempre é uma coisa ruim. Por exemplo, eu não gosto de ler, mas gosto de saber o que está escrito no livro, o que me força a ler. Sou curioso e gosto de saber das coisas. O que não me torna um fofoqueiro. Não gosto de saber da vida dos outros e muito menos divulgar as informações.

Gosto de saber de acontecimentos. No meu trabalho, tem uma janela para uma avenida grande e uma bifurcação mal sinalizada, o que gera alguns acidentes, umas brigas de trânsito... os carros vão bater se eu querendo ou não. Se não depende da minha vontade, pelo menos gosto de ver.

Esses dias eu estavam na 23 de Maio no meio do trânsito, meu carrinho, meu rádio e eu na tranquilidade. Percebi que no corredor de motos, um motoqueiro estava conversando com um motorista de um carro verde. Pensei "Que folgado! Isso é lugar pra conversar?". Depois vi que mais 2 motoqueiros olharam. Quase deu um acidente. Aí seria o caso da curiosidade dos motoqueiros matar, sim. Pensei que fosse alguém famoso, um jogador de futebol ou alguém incrivelmente linda. Ha! Sou curioso, né?


Eu estava na faixa da esquerda e o carro verde estava na faixa do meio. Lógico que a minha faixa sempre vai andar menos essa hora. Mudei de faixa, mudei de novo e acelerei um pouco. Ahhh! Vou passar ao lado e vou ver. Vai que é o Vampeta e eu grito "Vai Corinthians!". Se for a Ana Hickman, grito "me liga", fazendo gesto de telefone.

Passei ao lado, e a motorista me viu e olhou de volta. Argh! Era um travecão com um olhar todo "séquisi" pra cima de mim. Só faltava ser vesga. Acelerei mais ainda e fui embora.

- Vai ser curioso, trouxa! - disse pra  mim.

Ôôô, Canááário!

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