quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Rio de Janeiro continua...

É muito fácil "andar" de avião, é só entrar, esperar e sair em outro lugar. Só precisa chegar um pouco antes de começar. Simples? Cheguei 25 minutos antes e com uma pasta com 5 folhas: uma sobre como fazer check-in, 2 folhas da ida e 2 da volta. Estava sem fila e com 1 atendente antes dos guichês. O atendente já veio me falando "O check-in já encerrou. Procura a loja da Webjet. Depois das lojas, à direita".

Fui correndo já sem esperança. Corri por um bom caminho. Eu tinha muito pouco tempo. Po! Não parecia tão longe quando o atendente falou. Voltei e vi uma portinha de vidro com um ambiente verde dentro. Só poderia ser lá. E era!

Entrei e já vi uma fila. Na hora da pressa, as filas brotam para todos os lados. Se um dia você for tirar o pai da forca, vai ter fila. Se for tirar a mãe da forca, vai ter fila. Se você for tirar o Maluf da forca, aí não vai ter fila nenhuma.

Aproveitei a espera para procurar informações na internet pelo celular e pra ver se conseguiria resolver pelo telefone. Mas bem que a mulher que estava sendo atendida poderia parar de bater papo e eu resolveria meu problema rapidinho. Isso só funcionaria se eu não estivesse com pressa. Meu tempo correndo e a mulher dando risada.


O tempo curtíssimo. Faltava 5 minutinhos para o voo. Chegou minha vez:
- O atendente gordinho disse que não dá mais para fazer check-in.
- Mas o senhor não precisa fazer check-in. O senhor não tem bagagem pra despachar. É só ir direto.

Ôôô, Canário! Era só ir direto? E o que aquele atendente gordinho vestido de ervilha Webjet falou pra eu ir no raio da loja da companhia?

Resultado: perdi o voo e tive que comprar outra passagem. Pelo menos peguei um precinho excelente.

Fui logo pra sala de embarque. Estava lotado. Acho que os preços das passagens estão caindo tanto que eles vão aceitar bilhete único daqui a pouco. Se chegar a esse ponto, os comissários vão fazer aquela barbinha de cobrador de lotação, usar pochete e gritar "vaaaai!" quando fechar a porta do avião.

Não sei se é fobia, mas não gosto de lugar lotado. Muito menos em aeroporto. Uns levam tanta coisa como se fossem ir pra Lua. Outros se emperiquitam tanto parecendo que o Papa vai junto. E tem pessoas que vão para trabalhar e esperam o fim de tudo isso: os engravatados e eu (sem gravata).

Na fila para embarcar, vi que tinha uma senhorita muito "simpática" das coxas. E ainda um estilinho funk. Nossa! É claro que eu fiquei babando. Mas claro que minha apreciação durou até ela abrir a boca. Percebi o carioquês arrastado, o chiclete mascado, o boné e um gordo funkeiro ao lado. Devia ser alguma dançarina de funk. Bom, como não sou um crítico de funk, não iria saber.

A viagem é curta. Não deu tempo pra nada. A funkeira ficou do outro lado, mas deu pra ver que também era barraqueira. Gritando "Ô Fulaaaaana, VEM PRA CÁ QUE TEM LUGAR". Mulherzinha gostosa e chata. Mas passou. Cheguei ao Rio.

Conheci o taxista que meu irmão recomendou. Não entendia metade das coisas que ele falava. Ele falava como o Agostinho da Grande Família, mas com voz grossa. Ele começava a frase e embolava o final. Das partes que eu entendi, dei risada. O cara é engraçado, e ainda me enfiou a faca.

Resolvi tudo rapidinho. Peguei uma caixinha de no máximo 10kg. Fiquei esperando umas 6 horas para embarcar para ir embora. o tédio me consumia. Mas fui embora. Chega. E pensar que eu tenho que ir pro Rio só porquê a empresa lá não envia o material pelo Correio.

Ôôô, Canário!

3 comentários:

  1. Vamos fazer um negpocio da proxima vez. Eu pego a encomenda, envio por correio e você paga meu cabeleireiro. Deal? rs

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  2. Vc me paga a passagem e eu vou de boa, irada a história, rachei o bico!
    Sassai!

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