quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Filhos da outra

Tenho cachorros e já acho que dá um trabalhão. Tenho sobrinho e vejo o trabalho que dá pra minha irmã. Nem imagino como seria o meu. Nossa! Não estou preparado para isso. Vou me matricular no curso "como ser pai" e levar 10 anos para me formar.

Todo mundo já enfrentou uma situação em que conhece alguém legal, mas tem filho(a) ou filhos(as). Uma hora ou outra, você vai ficar de lado. Afinal, eles tem toda a preferência. Fazer programa com eles? Que delicado, heim? Eu mal sei lidar com cachorro, imagine com criança. Sem contar que elas podem ser mimadas. Minha experiência com criança diz que eu gosto de criança educada. Não suporto 30 segundos de criança chata.

Se tiver a terceira guerra mundial, pessoas serão torturadas. Nada de choque, nada de porrada. É só deixar a vítima 15 minutos com uma criança mal criada pedindo para a mãe colocar Coca-Cola pra ela.

Não sei como funciona hoje, mas na minha época (semana passada) eu não fazia manha, não. Só uma vez que fui inventar de bater o pé para os meus pais. Meu pai com quase 1,90m e jeito "simpático" de um militar falou "Se bater o pé de novo, você vai levar uma surra". Aí, eu inventei de "bater os braços" como um pássaro. As caras bravas dos meus pais viraram a risos e me livrei da surra, mas também não consegui o que queria. (verídico)


Hoje em dia deve ser diferente. Conheço um monte de filhos e filhas de amigos e é tudo assim. Manhosos, chatos, birrentos. Imagina isso de alguém que você sai? Lá vou eu. Conheçi uma senhorita. Foi casada e tem uma penca de filhos: três. (Para os dias de hoje é muito). Ficamos algumas vezes e tal. É uma pessoa muito legal. Às vezes enche o saco, mas até aí não quero casar com ela.

Um dia resolvi encontra- la em um sábado. Estava cheio de dores e cansado do futebol, mas já tinha marcado. Ela me convidou para ir para a casa dela. Ok. Fui.

Cheguei lá quase meia-noite e muito cansado. Vi que tinha mais gente. Poatz! Não estava afim de fazer social. Não me considero muito antissocial, mas eu pensava em um programinha a dois. Estou lá. Já foi. Eu queria um cantinho, ficar quietinho, esperar aquele pessoal ir embora e ter um momento a dois.

Que nada! Os 3 filhos da senhorita estavam lá. E ainda 4 cidadãos que iriam dormir lá também. Pelo menos teria a privacidade do quarto dela na hora de dormir. Bom... iria demorar um pouco, né? Acabei me enturmando e a festinha foi acabando.

Chegou a hora em que todos iriam dormir. Eu ficaria por lá mesmo sem condições pra dirigir, e teria um momentinho a dois com a senhorita. Que nada! Tinha a filha dela na cama. Po! eu já dormia sozinho fazia uns 20 anos. Eu teria que dividir uma cama com a senhorita uma menina chata que pentelhou a noite inteira?

Eu estava puto chateado da vida: não me avisa de uma festinha, filhos (chatos) pela casa, gente estranha, e ainda teria que dividir cama com criança além da senhorita? E a maioria das crianças tem mania de dormir se mexendo. Eu queria muito ir embora, mas não tinha outra saída. Fui me ajeitando até consegui dormir.

Já de manhã, senti um "quentinho". Depois senti que o quentinho era molhado. Aaaargh! Que nojo! A menina tinha feito xixi na cama. Eu dormi umas 3 horinhas, morrendo de sono, com uma piscina no meio da cama, uma menina chorando... O que eu fiz pra merecer isso? Joguei pedra na cruz? Grudei chiclete? Usei de trave pra jogar bola?

Eu ainda consegui um espacinho pra cochilar e ter condições de ir pra casa.
Game over! Agora eu que fiquei puto...

Ôôô, Canááááário!

2 comentários:

  1. kkkk só se ferra mesmo! muito bom, cada dia melhor!

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