sábado, 20 de agosto de 2011

Vinícius? Não

Lá com meus 15 anos e nada pra fazer em casa e toca o telefone. Aí tinha um povo que ligava para oferecer produtos. Muitas vezes eu até ficava escutando o que eles me ofereciam por pura falta do que fazer. O ócio favorece a sacanagem. A pessoa me ligava, eu enrolava e, quando eu percebia a empolgação, eu dava uma desculpa para não comprar o produto.

Às vezes não ofereciam produtos, mas pediam doações. Meus pais sempre me falavam que tinham pessoas que enganavam pedindo doações e não tinha nada a ver. Então eu ficava com mais receio. E eu treinava minha habilidade de dar desculpas. Treino avançado. Aquele pessoal é muito chato.

Em uma bela tarde quente, o telefone toca:

- Alô?
- Boa tarde! Estamos recolhendo doações e blábláblá...
- Desculpe, mas não posso. Vou viajar pra fora do Brasil e vou ficar um tempo fora...
- Ah, é mesmo? Que legal!

Ha! Ela caiu na conversa. E ela continuou:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Filhos da outra

Tenho cachorros e já acho que dá um trabalhão. Tenho sobrinho e vejo o trabalho que dá pra minha irmã. Nem imagino como seria o meu. Nossa! Não estou preparado para isso. Vou me matricular no curso "como ser pai" e levar 10 anos para me formar.

Todo mundo já enfrentou uma situação em que conhece alguém legal, mas tem filho(a) ou filhos(as). Uma hora ou outra, você vai ficar de lado. Afinal, eles tem toda a preferência. Fazer programa com eles? Que delicado, heim? Eu mal sei lidar com cachorro, imagine com criança. Sem contar que elas podem ser mimadas. Minha experiência com criança diz que eu gosto de criança educada. Não suporto 30 segundos de criança chata.

Se tiver a terceira guerra mundial, pessoas serão torturadas. Nada de choque, nada de porrada. É só deixar a vítima 15 minutos com uma criança mal criada pedindo para a mãe colocar Coca-Cola pra ela.

Não sei como funciona hoje, mas na minha época (semana passada) eu não fazia manha, não. Só uma vez que fui inventar de bater o pé para os meus pais. Meu pai com quase 1,90m e jeito "simpático" de um militar falou "Se bater o pé de novo, você vai levar uma surra". Aí, eu inventei de "bater os braços" como um pássaro. As caras bravas dos meus pais viraram a risos e me livrei da surra, mas também não consegui o que queria. (verídico)

O Rio de Janeiro continua...

É muito fácil "andar" de avião, é só entrar, esperar e sair em outro lugar. Só precisa chegar um pouco antes de começar. Simples? Cheguei 25 minutos antes e com uma pasta com 5 folhas: uma sobre como fazer check-in, 2 folhas da ida e 2 da volta. Estava sem fila e com 1 atendente antes dos guichês. O atendente já veio me falando "O check-in já encerrou. Procura a loja da Webjet. Depois das lojas, à direita".

Fui correndo já sem esperança. Corri por um bom caminho. Eu tinha muito pouco tempo. Po! Não parecia tão longe quando o atendente falou. Voltei e vi uma portinha de vidro com um ambiente verde dentro. Só poderia ser lá. E era!

Entrei e já vi uma fila. Na hora da pressa, as filas brotam para todos os lados. Se um dia você for tirar o pai da forca, vai ter fila. Se for tirar a mãe da forca, vai ter fila. Se você for tirar o Maluf da forca, aí não vai ter fila nenhuma.

Aproveitei a espera para procurar informações na internet pelo celular e pra ver se conseguiria resolver pelo telefone. Mas bem que a mulher que estava sendo atendida poderia parar de bater papo e eu resolveria meu problema rapidinho. Isso só funcionaria se eu não estivesse com pressa. Meu tempo correndo e a mulher dando risada.