domingo, 3 de abril de 2011

Quando a coisa fica russa - parte 1

Em 2008, eu passei por uma cirurgia grave e tive que passar uns meses em casa. Sem sair de casa. Sem poder fazer nada. Zero. Sem esforço nenhum. Eu imaginava passar uns 5 meses assim. O que eu ficaria fazendo? Pensei "vou aproveitar meu tempo" e pensei em usar a internet pra conhecer o máximo de pessoas diferentes. E quem mais eu queria conhecer? Uma Sueca. Claro! Loiras, lindas... mas, como toda mulher, falam uma língua que não dá pra entender.

Fui pesquisando, pesquisando e achei um site russo. E com umas belas russas. Parei ali mesmo. Cadastrei-me em um tipo de Badoo da Rússia. Eu usava o Google tradutor e inglês. Claro que muitas russinhas lindas se perderam.

Conheci uma russa muito lindinha e muito legal: a Rimma B. Aí passou o tempo da recuperação, passou muito tempo. Já em 2009, eu conheci a amiga: a Rimma Mirasova. Mesmo na Rússia, vale a tese "Não terás duas amigas bonitas numa mesma ocasião". A Rimma M era bem "marrom"... "marromenos".


Em uma das conversas, perguntei como seria o ano novo dela, o inverno e tal. E ela me disse que na Rússia não era tão legal porque nevava e não tinha muita festa. Então a convidei para passar o Ano Novo na praia aqui no Brasil. E contei como é. Ela se empolgou.

Passou o tempo. Comecei a namorar. E um belo dia, a russa me fala que comprou a passagem. Uhuu! Beleza se eu não estivesse namorando e a russa não tivesse pouco dinheiro. Eu contei para minha namorada super empolgado a experiência que eu teria e queria dividir com ela: uma estrangeira que mal sabe falar inglês na minha casa e tal. Mas minha namorada ficou muito puta inconformada. Afinal, era uma mulher na minha casa.


Eu compreendi, mas dei todo o suporte para minha namorada me fiscalizar. Dei a idéia para ela dormir comigo todos os dias que a russa estivesse aqui, mas nada dela se acalmar. Perguntei para alguns amigos se eu poderia deixar uma russa alguns dias na casa deles, mas era um pedido bem estranho - "Ô, posso deixar uma russa aí uns dias?". Eu fiz isso tantas vezes, que a russa já estava parecendo uma TV velha - "ô, guarda aí na sua casa, porque aqui em casa não dá". Fato é que a russa já estava para chegar e eu não tinha lugar para empurrar ela. Ela teria que ficar em casa.

Chegou o dia. Fomos (namorada e eu) para o aeroporto buscar a Rimma. Esperar é um saco. Até que veio uma cidadã assustada, meio desengonçada... resumindo: estranha. Minha namorada viu e falou:
- Nossa! É essa?
- É.
- Mas você não ficaria meeeesmo com ela. Ela é estranha.

Depois de brigar tanto comigo? Ôôô, Canário! E ainda eu tinha que levar a russa pra praia, mas aí é mais história. Espera que eu conto.

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