sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dívida de amigo

Dever amigo, às vezes, é bom. Falo de dívidas "te devo essa". Aquele galho, aquele favor, ou aquela roubada que você colocou seu amigo. Sim, nada melhor do que colocar um amigo numa roubada. É um ferrando o outro, mas o que vale é dar risada (do outro).

As maiores roubadas acontecem por causa de mulher. Homem entra em roubada sozinho e sai sozinho. Mas tem mulher que é insegura e resolve chamar uma "amiga". Você chama a fulana pra sair, ela aceita, mas ela quer envolver uma amiga. Ok? Ok. Sabe aquele mandamento, né? "Não terás duas amigas bonitas numa ocasião". Há um tempo atrás, aconteceu esse roteiro: convidei, ela quis levar a amiga, chamei um amigo e fiquei com dívida.


Combinei de pegar as duas na casa dela e encontrar meu amigo no caminho. Eu empolgado, meu amigo João empolgado, as meninas... não sabia. Mas depois que conheci a "Amiga", eu tenho certeza que essa "Amiga" estava empolgada.

Parei o carro, a menina entrou e esperamos a Amiga que estava terminando de se arrumar. Naquela hora me deu um branco do nome dela. Branco total. Ôôô, Canário! Que vergonha! Eu jamais iria perguntar o nome. Então, achei uma solução:
- Não nos conhecemos direito, né? Vamos nos apresentar de novo? Sou Vinícius, publicitário, blá blá blá...
- Tá bem. Sou Fulana, psicóloga, blá blá blá...

Haaaaaaaa! Placar: Criatividade 1x0 Memória.

Finalmente, a Amiga saiu da casa e entrou no carro. O mandamento da amiga estava valendo. A Fulana não era um espetááááculo, mas era algo empolgante. E a Amiga? Bom... eu vi que o João teria que beber.

Indo encontrar o João no caminho, já estava pensando nas desculpas e nos argumentos para convencê-lo. Além de convencer a Fulana, eu teria que convencer o João também para eu ter sucesso. A Fulana não iria deixar deixar a amiga na mão.

Encontramos o João, deixamos o carro dele em algum lugar e fomos em um carro só. Eu não tinha olhado muito bem a Amiga. Nossa! Eu já pensava em dar um crucifixo pro João. Vai saber de onde saiu aquilo, né?  A menina tinha tanto dente na boca que parecia que ela usava uma dentadura de tubarão idoso. É... ele é muito brother.

Ele entrou no carro, e fui levando pra um bar/snooker/lugar vazio. Eu vi que ele se esforçava pra conversar. Sabe quando o assunto é fraco e as risadas são forçadas? Ele estava se esforçando muito mesmo. E assim foi por toda noite. Enquanto eu estava trabalhando a persuasão, o João estava aumentando o teor alcoólico dele. Eu só olhava pra ele e dizia baixinho "Vaaaaaaai!". Já estava ficando tarde, já estávamos indo embora. "Vaaaaaaai!". E nada dele ficar bêbado. Era difícil de verdade.

No final, ele encarou e "foi". Resolveu meu lado também. Ele levou na boa, mas é claro que eu falei "te devo essa". Espero não pagar na mesma moeda.

Um comentário:

  1. situação du Canário.Que dó!Minha amiga me deve algumas..qlqr coisa dá um toque..kkkkkkkk

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