quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A volta de Montes Claros - MG

Ir para Montes Claros não foi muito relaxante. Mas passando os dias foi bem fácil: piscina, comidinha da mamãe do Leandro, a ceia de Natal... Até nos fez esquecer o ônibus. Mas é hora de dar Tchau! E resolvemos ir pela mesma agência. Gente pão-dura é assim. Paga pouco e ainda reclama.

O horário combinado era ao meio-dia. Chegamos um pouco antes e embarcamos... quer dizer, não embarcamos. Uma, duas, três horas de atraso e nada. O Leandro já tinha animado todo mundo. Imitou Silvio Santos, Clodovil, Lula... mas o pessoal não esquecia o atraso. Nos serviram esfirra e Coca-Cola. Uma esfirrinha safada num saquinho de papel. Era tão gordurosa que o papel do saquinho estava transparente. Já parecia saquinho plástico.

E o Leandro falando, o povo rindo, a mulher da agência ficando sem graça... até que chega a mãe do Leandro gritando "Ainda não foram? Que absurdo! E blábláblá". Fazendo um escândalo maior do que aquele escândalo que o Leandro fazia.

O Leandro não sabia onde enfiar a cara. A mãe dele sentou entre ele e uma menina. Empurrando o Leandro e a menina. Eis que meu amigo chama sua mãe de canto, já empurrando pra fora da agência, conversam, brigam, ele volta e ela fala para ele "Se comporta, heim?". Parece até que foi de sacanagem.


Quatro horas de atraso. O ônibus quebrado? Parado? Motô dormindo? Chuva? Cada hora falavam uma coisa. Mas acabou vindo um ônibus diferente daquele que viemos. Entramos? Claro que não. Todos que estavam lá entraram e sobraram 3 passageiros: Um carinha, o Leandro e eu. Lembra que chegamos mais cedo? Não adiantou nada. Nos orientaram para entrar nesse ônibus e que iria nos levar até outro ônibus. Fomos em pé nesse ônibus lotado para encontrar o outro que estaria nos esperando.

No caminho eu me assustei. De coração, eu me assustei. O ônibus foi parando em oficinas para procurar uma peça. Eu nunca passei por nada igual. Um ônibus cheio de gente, procurando peça. Mas seria para este ônibus ou para o outro que estaria esperando?

Acharam a peça. Entramos em um posto no começo da estrada e o outro ônibus estava lá. Ainda bem! Eu já estava começando a desconfiar que viajaríamos daquele jeito: em pé. Comeríamos em pé. Dormiríamos em pé. Parecendo umas galinhas em caminhão da granja. Afê! É melhor nem pensar. É melhor agradecer pelo ônibus que estava nos esperando. Mas e o ônibus? Olhamos e notamos que era o mesmo que nos levou para Montes Claros: o ônibus estilo 2 filhos de Francisco. Detalhe: estava cheio.

Assentos 48/49. Lá no final. Pertinho do banheiro. Na frente do banheiro. Relação a dois. Na mesma distância de um casal de namorado numa briga: mesmo não olhando, dá pra sentir a presença. Mas a presença do banheiro estava constrangedora.

Como resolver um cheiro de merda?
a) Gritar para o pessoal do ônibus "Quem é o cagão?";
b) Fingir um desmaio para trocar de lugar;
c) Procurar umas senhoras fofinhas para sentar no colo.

Não tinha jeito. Reclamamos com o Osmar (Sim, o mesmo da ida), mas não resolveu. Ele apresentou um argumento excelente "Não dá pra trocar agora. Vai demorar muito e a gente quer sair logo."

Aí fizemos o vídeo:


Só pra corrigir, o cheiro era de "totô" com queijo minas.

Esperando, veio um vendedor de sorvete oportunista. Mas um tanto curioso:


O rapaz com as Cocas é o Osmar. Eu já estava com dó dele. Ele só trabalha em uma empresa ruim. Coitado! Coitado nada! Eu que estou pagando o pato e outras aves.

Olha o ônibus
 

 

Ligam os motores e vamos embora. Durante a viagem serviram as mesmas esfirras e a Coca. E tivemos que usar o Toilete atrás de nós. O Leandro foi primeiro. Voltou falando:
- Tinha um produto lá, joguei em tudo, agora vai ficar até cheiroso.
Levantei, dei 2 passos, entrei, saí, peguei ar, entrei de novo, levantei a camiseta para o nariz. O cheiro estava insuportável. Mas não do "totô", mas do produto que o Leandro espalhou. Parecia uma pintura expressionista azul feita com produto químico. O cheiro do produto queimava o nariz. Meu amendoim ficou azul pelo ambiente, mas fez o serviço.

A volta foi rápida. O Motô acelerou com os dois pés. Chegamos em 11 horas. Se dava para chegar em 11 horas, por que demoramos 16 na ida? Ôôô, Canário!

Um comentário: