terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Ida para Montes Claros - MG

O Leandro veio me convidar para o natal na casa da mãe dele. Uns 2 anos ele ficou longe da mamãe e queria compania para enfrentar a viagem. A distância para Montes Claros - MG é de 1000 km de São Paulo. É muito chão.

Ir de carro seria a melhor opção, mas o Leandro veio com uma solução imbatível: um ônibus muito mais barato. Esse ônibus era quase a metade do preço normal. Claro que se desconfia de um preço desse. Perguntei ao Leandro:

- É clandestino?

- Não, não. É ônibus de empresa de turismo. A empresa aluga o ônibus e vem pra cá passear, fazer compras...

- Beleza!

Pensei em velhinhas simpáticas passeando aqui, contando sobre as coisas que compraram, sobre os netos, problemas do kilo de tomate... Tranquilo! Encaro fácil.

Chegou o dia. Aquela correria normal, pegou o contato, e... cadê o endereço para pegar o ônibus? "Ah, é na rua da feirinha da madrugada". Rodamos e rodamos, o horário estourando, pedimos informação umas três vezes e finalmente conseguimos encontrar. Era dentro da feirinha e não da rua como foi falado. Ôôô, Canário!

Já estava em cima da hora. Andamos pelo estacionamento, e tinham ônibus bons, ruins, feios e o nosso. Eu me senti no filme 2 Filhos de Francisco. Pelo jeito o ônibus era da época. Mas o que tinha demais no ônibus?

Procuramos pelo organizador: o Osmar. Um rapaz de uns 20 anos, magro, suado, sujo e puto da vida, porque todos o enchiam de perguntas (inclusive eu). E organizando as malas, tinha o motorista de uns 40 anos. Sujo, suado, bem humorado, gordinho e de chinelo. O Leandro já o chamou carinhosamente de "Motô". E esses eram os dois responsáveis pelo ônibus numa viagem de 16 horas.

Enquanto esperávamos para saber o nosso lugar e ter certeza que iríamos naquele urubu de rodas, um outro passageiro notou "O que é essa rachadura no pneu?". Dentro do ônibus tinha um vidro solto misterioso. TV? Era um buraco vazio. Um cheiro delicioso de sovaco de metrô Sé às seis da tarde. Seria uma viagem relaxante. Eu saindo de férias e encarando esse ônibus logo no começo. Fazer o que? Amigo é amigo. Na festa ou na merda. E vi que a festa seria em outro lugar. Vamos embarcar.

Sentamos na frente, e vimos que as pessoas passavam com muitas crianças pequenas, ranhentas e choronas. Perfeito para quem vai viajar à noite. Criança não gosta de fazer barulho. Nem um pouco. Mas, pelo menos, isso não envolve a segurança do ônibus. No máximo, umas brigas dentro do ônibus, mas nada muito sério.

Todos a bordo! Seguimos viagem. Ainda bem que não estava muito quente. Batia uma brisa e o futum amenizava.

Fizemos a primeira parada lá pelas 18h30. O Osmar gritou "30 minutos para a janta". Janta? Eu mal tinha acabado de almoçar. Acho que ele considerou a vontade de colocar a comida pra fora por causa do cheiro. E pela demora do Motô, dava para tomar café da manhã. Atrasou pra caramba. Uma hora além do combinado. Segue viagem.

Outra parada. "15 minutos". Saímos depois de uma hora.

Terceira parada. "15 minutos". Haaaa! Pegadinha do Motô.

Sem sono, estava na internet pelo celular. Twitter, facebook, msn...
Cutuquei o Leandro:
- Qual é o teu twitter?
- @djlssantos...
- Beleza!

Ele encosta a cabeça e depois volta:
- Filho da ####! Eu estava dormindo e você me acorda por isso?

Depois de 16 horas dentro daquele ônibus, finalmente chegamos. Um calor do Canário, mas chegamos inteiros. Leandro mata a saudade.

Se a ida foi difícil, não imaginaríamos a volta.

5 comentários:

  1. ushauhsuhsushauahs qnd eu perguntei como tinha sido a viagem. ERA DISSO QUE EU ESTAVA FALANDO.. suahsuah muita aventura rsrrs me diverti ushaushauhsauhs... bjok Lud

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  2. Henrique de Prado.11 de janeiro de 2011 11:57

    Mano... que furada hhaa

    Mais com Nariga tudo fica mais engraçado
    hahah

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  3. hahaha , só voce mesmo meu noivinho.. isso que é ser amigo.

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  4. Minha nossa senhora! HAHAHAHAHAA
    Isso que é amigo ;)

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