quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Silêncio de academia

Fone de ouvido é a melhor barreira de chatos. Claro que nem todos são chatos. Mas você está ali pra malhar, suar, fazer a mensalidade valer a pena, botar pra fora o álcool do final de semana...

Já me matriculei na academia algumas vezes. Das vezes que tentei levar à sério, escutava a conversa dos outros, a música chata, os equipamentos batendo, os gorilas fazendo força, entre outras coisas. Claro que não deu certo.

Mas aprendi que o jeito é levar um mp3 e desencanar do mundo à sua volta. Ainda mais se você percebe que o mundo à sua volta está repleto de gênios como Galvão Bueno, humoristas como João Kleber e especialistas como Dr. Fritz.

As pérolas fora do Enem:

“Os caras não querem alguém inteligente. Ninguém que pense.” – Einstein procurando emprego.

“Personal trainer (R$800) não é caro. É questão de prioridades” – Alguém que deixava de pagar aluguel para treinar melhor: Seu madruga bombado.

Certa vez, um fulano foi revezar o aparelho comigo. Juro que a partir daquele momento, eu gostei mais dos meus fones. Já começou com comparações:

- Você levanta quanto?
- 25 (kg).
- Eu levanto 30.

Eis a frase que caberia muito bem “você é bom mesmo, heim?”. Mas lá vou fazer esse comentário? O cara é forte, né? E ele não iria parar:

- Faz tempo que você treina?

- Quase 1 ano.

- Ganhou peso?

- Uns 3 ou 4kg.

- Estou há 2 meses e já ganhei 6 kg.

- Ah! Legal... (você é bom mesmo, heim?)

Meu treino era 4 séries levantando 15 vezes cada série. E nas últimas 15 vezes você tinha que aumentar o peso. Eu coloquei mais peso na última e o Casagrande do supino falou:

- Tá vendo? É só ter um incentivo que você levanta mais.

Nunca amei tanto meus fones.

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