quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vida difícil em Francisco Sá

Pizza Gratuita

Às vezes me chamavam para umas festas, mas era certeza de uma roubada. Longe, gente que eu não conheço, música horrorosa. Mas às vezes ainda dava uma sorte. Então, estabeleci um critério: “Se estiver no inferno, abrace a empadinha”. O que interessa é ter comida. O resto é sorte.

Fui convidado para uma “reuniãozinha”. Daquelas que não são tão animadas como uma festa, mas aparecia comida e dava um povo afim de dar risada. Falaram pra mim “O povo vai ver um filme, pedir uma pizza e falar besteiras”. Ótimo! Ainda chamei meu amigo Denis:

- E aí, “vamo”?

- “Vamo”.

Silêncio de academia

Fone de ouvido é a melhor barreira de chatos. Claro que nem todos são chatos. Mas você está ali pra malhar, suar, fazer a mensalidade valer a pena, botar pra fora o álcool do final de semana...

Já me matriculei na academia algumas vezes. Das vezes que tentei levar à sério, escutava a conversa dos outros, a música chata, os equipamentos batendo, os gorilas fazendo força, entre outras coisas. Claro que não deu certo.

Mas aprendi que o jeito é levar um mp3 e desencanar do mundo à sua volta. Ainda mais se você percebe que o mundo à sua volta está repleto de gênios como Galvão Bueno, humoristas como João Kleber e especialistas como Dr. Fritz.

As pérolas fora do Enem:

“Os caras não querem alguém inteligente. Ninguém que pense.” – Einstein procurando emprego.

Sábado Comum?

 Linda, simpática, inteligente, sorriso bonito, bem humorada... Uau! No dia que nos conhecemos, ela disse que não poderia me beijar, pois estava saindo com outro e respeitava. Ótimo! Ainda tem gente que respeita assim por aí.

 Msn, sms, Orkut e ela me convidou para um bar que ela ia todo sábado. Tomei banho (sábado, né?), me arrumei, voei pra lá. Encontrei a amiga dela e depois ela. Estava linda e ficou falando “Poxa! Falei oito horas...”. Excelente! Ela mostrou alguma coisa. E mostrou mais. Colocou as mãos no meu rosto, falou dos meus olhos verdes... é hoje, Brasil!

 Peguei uma capirinha, e fomos para o andar de cima do bar. Conversamos, conheci uns amigos dela, conversei com a amiga dela, banda rolando. Até que a banda para de tocar. Era o intervalo deles. E desce um carinha do palco, beija a coisinha na minha frente e eu lá tentando estabelecer conversa com a amiga (mundrunga) para evitar agredir alguém. 

Solteiro e quase sortudo

Lá pra Abril de 2007, eu saía muito. Principalmente com meu amigo que se formou comigo, o Marcio. Não éramos ruins, não. Uma aparência razoável, todos os dentes, desodorante no prazo e bom humor. Se não rolasse alguma coisa com a mulherada, alguma risada iríamos dar.

Mas essa dupla tinha um grande defeito: a inibição. Como chegar na mulherada? Coisa de adolescente, né? Pô! É só chegar. Na hora você inventa qualquer besteira. Mulher adora uma gracinha oportuna. Mas, e a cara larga pra ir e fazer a brecha acontecer? A gente sempre se dava bem quando a brecha aparecia. Apareceu, missão cumprida. Não apareceu, cerveja.

Fantástico Churrasco na casa de alguém

Tinha uma aniversário de uma grande amiga dela. Lá fui eu para fazer cara de bolacha na hora do “Oooi. Quanto tempo! Esse aqui é meu namorado”. Ser agradável com pessoas desconhecidas é um esforço fora do comum: você faz cara de “que bom te ver”, mas pensa “por favor, exploda”. Mas começo de namoro você aceita muita coisa.

Para chegar no lugar, foi uma viagem. Metrô mais um ônibus. A referência era “descer no ponto da ‘torrinha’ “. O ônibus subia pelas ruas e estava demorando. Até que finalmente conheci a tal da “torrinha”: Era uma torre de fios de alta tensão. A casa era bem humilde e bem em baixo da torre.

A festa tinha churrasco, música e gente desconhecida. Ficamos boa parte do tempo na parte de cima da casa (onde não tinha festa). Quando descemos, me deu um aperto.

Show da Coca-cola.

Ela falou "Vai ter um show. Vamos?" e começou. Longe pra Canário. Eu acho que era perto do terminal João Dias. E pra quem mora na Zona Norte, é quase na outra beira da cidade. Meus pais me levaram e me buscaram. Ainda bem!
Cheguei lá, encontrei a minha namoradinha e entramos. Era um festival com vários shows. Inclusive do Charlie Brown Jr. Sensacional. E olha que nunca fui fã de show, mas esse é bom.
Vimos o show? Claro que não. Vou entrar no tumulto com um monte de gente e mais uma namorada com a bunda grande? A minha bunda estaria em perigo, imagine a dela. Pensei nisso quando vi o povo pulando e se divertindo. Ficamos de longe e aproveitamos o eco da música. Muito romântico.
Tinha uma barraca vendendo cerveja. Tínhamos 16 anos e beber cerveja era ser adulto. Eu estava aprendendo a arte do álcool e já sabia que comida é a base da bebida. Ela resolveu beber. Ainda falei “Ó, você vai passal mal. Você não comeu nada e vai passal mal”. Gente mais teimosa do que eu, merece prêmio. Passou mal. Tive minha primeira experiência de babá. “Ai, Vi, tô mole”. Adiantaria falar “Eu te falei”?
Mas tudo bem. Não estava gostando mesmo do show de longe, e tempo passou rápido. Fui embora sem vômitos e sem danos traseiros.

A primeira

   Inaugurando o Blog, tenho que explicar o que vem por aí.

   O Leandrinho (@djlssantos) e eu (@vinipilatus) resolvemos criar um blog para falar besteiras. Às vezes vem um e dá risada das besteiras que falamos, e pronto. Saiu a idéia do blog.


   Geralmente são histórias a se contar, mas nada de "meu querido diário..." até pq já abandonamos o diário. Logo depois de abandonar a coleção de papel de cartas, e os pôsters do New Kids on the Block e do Menudo.


   Fiquei à vontade para comentar, adicionar a gente (facebook, twitter e etc.), criticar... Vamos ser coleguinhas, fofocar, falar mal dos outros... essas coisas saudáveis.


   Ahh... e não deixe o Canário à solta. Siga ele.