quinta-feira, 23 de outubro de 2014

E aí, tem esquema? (Parte 2)

Cheguei na casa da mulherzinha meio assustado... O que o João queria me dizer com aquele sorriso de deboche? Eu estava mandando tão mal assim? Olhei pro Darth Vader e... Sim, eu estava mandando mal.

Agora não tem mais volta. Dane-se! Já fiz coisa pior. Então abracei a causa e entrei na sala já agarrando a coisa toda. E sem essa de cerimônia pra fazer ela se sentir especial e confortável. Não precisa. Respeitar, sim, mas não perder tempo enfeitando o pavão.

A grande bandeira desse blog é que cada mulher sabe o quanto é bonita ou o quando é feia. Tanto que elas sabem onde passar a maquiagem, o quanto passar e quando a maquiagem não vai mais enganar. E, naquela ocasião, eu torcia para a rã virar princesa por mágica.

Eu me arranjei sem muito esforço e por que eu deveria exigir uma Panicat? Abracei sem cerimônias e beleza. Mas... Calma... Entramos na sala escura e não estávamos sozinhos. Por que ela não acendeu a luz, além de me poupar o susto?

Aaaaah! Gemidinhos!!!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dicas dominação feminina

Machos de algumas espécies marcam seus territórios de maneiras diferentes. Por exemplo, os cachorros que fazem xixi nos móveis para você ficar muito irritado, pensar "um cachorro é mais do que o suficiente nesta casa" e assim não ter outro cachorro. Os leões dão rugidos e atacam os intrusos que se aventuram em seus territórios. Mundo animal é realmente fascinante e muito curioso, mas não lembro nenhuma fêmea marcando território.

Já ouviu falar de alguma leoa que pede para o leão rugir antes de sair de casa dizendo para onde vai, com quem vai e desconfiar que o Sr. Leão está dando uns pegas naquela periguete vestida de zebra? Ficou sabendo de algum caso que alguma cadela pede para algum cachorro usar a mesma cor de coleira que ela usa, com o pretexto de simbolizar o amor entre eles? Ou uma escorpiã analizando o ferrão do escorpião para ver se ele andou ferroando alguma vagabunda de rabo maior? Acho um pouco difícil.

A raça humana é a mais diferente de todas. Somos possessivos de muitas maneiras. Em épocas anteriores, inventaram até o cinto de castidade, que era um negócio bem nojento e que não funcionava.

Hoje somos mais evoluídos e pedimos (mandamos) nossos companheiros usarem um anel no dedo. Alguns casais fazem tatuagem, dividem contas de facebook, assinam acordo e etc. Mas, às vezes, essas ideias femininas não funcionam quando ainda não estão em um relacionamento sério. Aquela fase de "estamos nos conhecendo" é marcada por insegurança  por parte feminina, e "aproveita que o tempo está acabando" por parte masculina.

E aí, tem esquema?

Isso é mais importante do que "Oi, tudo bem?". O homem encontra seu amigo e já logo quer saber se ele tá pegando alguém e se tem umas amiguinhas. 60% das conversas dos meus amigos é sobre mulher e "Quando é que você vai me dar um lucro?" (expressão também usada pra saber quando o amigo vai arrumar um esquema).

E isso não é questão de idade, não. Amigos mais velhos, amigos mais novos e aqueles que nem são amigos. Todo mundo pergunta "e aí, tem esquema?". Acredito que mulher faça o mesmo, mas duvido que seja na mesma frequência e intensidade.

Como Leandrinho e eu somos amigos desde quando Cabral tirava licença para navegar canoas, o "e aí, tem esquema?" é usado há muito tempo. Desde quando não tínhamos carro, não tínhamos dinheiro (continua assim), não tínhamos muitos esquemas... ou seja, raspávamos a panela.

Acho que era 2008, eu estava desempregado e o Leandrinho ainda nem estava no atual emprego. Liguei pra ele "E aí, tem esquema?", ele falou que tinha alguma coisa, e me ligaria à noite. Eu não iria contar com isso e marquei com o João pra ir jogar sinuca, beber alguma coisa e ficar de bobeira.

Era meia-noite e pouco, eu já estava relaxado com a bebida e perdendo demais na sinuca, quando toca o telefone... "Ae, mano, tem uma minazinha aqui. Vem logo!". Falei que não ia, pois a menina deveria ser feia. Ele pressionou para eu ir, pediu para falar com o João, eles se falaram e desligaram. Aí o João me explicou e me convenceu a ir:
- Vai, mano! Você já se comprometeu. E ele deu a entender que está dependendo de você. A mina tá sobrando.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ano novo de novo

Eu já falei para o Leandro que ele dá zica. Todo ano dá alguma merda. De 2009 para 2010, fomos para Ubatuba, estava chovendo, alagado e com uma russa doida. De 2010 para 2011, fomos pra Salvador numa praia estranha, gente estranha e um som horrível.

Esse último final de ano, fomos para casa do pai do Leandro no Guarujá e encontramos o Fabio por lá. Na virada, não estava muito lotado, não estava muito quente... Na verdade, estava chovendo e meio vazio de pessoas beneficiadas com todos os dentes, cabelo bom e nome fácil.

Já estava chovendo quando saímos de casa e eu usava um modelito bêbado 2012: bermuda, sem camiseta, chinelo, com 20 reais numa carteira de papel alumínio improvisada, duas cervejas e usava sunga para eventos aquáticos além das sete ondinhas que nunca dão sorte.

Fomos para a orla e começamos a andar para achar movimento, pessoas, uma música. Andamos muito. Parecia que procurávamos a terra prometida com fogos de artifício e pessoas razoáveis. Atravessamos duas praias. Se fosse de manhã e com sol, eu me sentiria um velhinho simpático fazendo minha caminhada, mas estava chovendo e à noite.

Eu estava numa condição diferente em que não estava procurando ninguém, mas queria fazer alguma zoeira. Eu queria ficar bêbado socialmente relaxado e os outros dois que me segurem. Mesmo que eu estivesse procurando alguma sarna pra me coçar, eu ficaria na mesma condição: sozinho. Minha habilidade com a mulherada não é lá essas coisas e ainda com a zica do Leandro e o Fabio breaco. Vixe! 0x0 com certeza!
(Observação da zica do Leandro: Juntos, nunca pegamos mulher)

domingo, 4 de março de 2012

Criminoso na balada


Ultimamente eu estou meio velho pra balada. Aaaaah... beber, dançar... pooooatz! Quando se começa a reclamar de tudo, é porquê não se está afim. Até aí, fico em casa, no máximo um barzinho e fico tranquilo. Mas eu estava enrolado com a Karina que gosta de balada. "Ai... quero sair pra dançar"... Lá vou eu fazer companhia.

Ela vai com as amigas, eu vou ficar perdido... Ih! já vi tudo. Vou chamar um amigo para ir , né? E para chamar um brother, eu uso um vocabulário de brother:  "Então... aí... hoje vou na baladinha com uma minazinha e as amigas dela. As minas são feias, mas tem uma que é da hora".

Realmente tinha uma lindíssima, mas se não tivesse, eu daria uma de louco: "Ae... as minas não são lindas, mas iria fácil". Na verdade, eu não iria nem fazendo o sinal da cruz naquelas amigas da Karina, mas não vou desmotivar ninguém. Chamei o Thiaguinho que não precisa de tanto incentivo assim. É só dizer que vai ter cerveja e ele se vira. E se vira mesmo. Desde quando o conheço, ele sempre tá acompanhado, e muito bem.

Ele topou e encontramos as "minazinhas" na frente da balada. Eu bebendo como amador e ele como profissional, pegamos a fila e entramos. Baladinha normal, pessoas mais ou menos bonitas e um bar. O que fazer? Vou fingir que sei dançar até eu ficar bêbado. Quando eu ficar bêbado, aí danço qualquer coisa. Vou chamar o Thiag... Ih! Cadê?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curiosidade não mata

Ser curioso nem sempre é uma coisa ruim. Por exemplo, eu não gosto de ler, mas gosto de saber o que está escrito no livro, o que me força a ler. Sou curioso e gosto de saber das coisas. O que não me torna um fofoqueiro. Não gosto de saber da vida dos outros e muito menos divulgar as informações.

Gosto de saber de acontecimentos. No meu trabalho, tem uma janela para uma avenida grande e uma bifurcação mal sinalizada, o que gera alguns acidentes, umas brigas de trânsito... os carros vão bater se eu querendo ou não. Se não depende da minha vontade, pelo menos gosto de ver.

Esses dias eu estavam na 23 de Maio no meio do trânsito, meu carrinho, meu rádio e eu na tranquilidade. Percebi que no corredor de motos, um motoqueiro estava conversando com um motorista de um carro verde. Pensei "Que folgado! Isso é lugar pra conversar?". Depois vi que mais 2 motoqueiros olharam. Quase deu um acidente. Aí seria o caso da curiosidade dos motoqueiros matar, sim. Pensei que fosse alguém famoso, um jogador de futebol ou alguém incrivelmente linda. Ha! Sou curioso, né?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rolê no supermercado

Agora inventei essa de comer bem, de 3 em 3 horas... faz diferença pra saúde e quem já ficou com aquele aventalzinho na UTI, quer ficar bem longe de hospital. Mas comer bem tem suas curvas, seus obstáculos, suas vias-sacras... como ir ao mercado.

Qualquer dia de semana depois do expediente é ruim de ir. Sábado e domingo então... só por decreto ou geladeira vazia. Para evitar tumultos, já cheguei ir ao mercado oito da manhã. Além de mim, só tinham minhas remelas, os funcionários e os velhinhos. Uma velharada que já não existiam mais filas preferenciais. É o melhor horário, mas nem sempre dá para ir de manhã.

Na maioria das vezes, você vai no horário que os outros também vão. E um supermercado com muita gente gera conflitos, trânsito de carrinhos, disputa pelo melhor frango, criança chorando... é um inferno com gôndolas.